
Pode a Inteligência Artificial conceber ou codificar formas e objetos?
Shujoy Chakraborty, docente da Universidade da Madeira e especialista em 'shape-coding', orientou um workshop sobre as ferramentas generativas de Inteligência Artificial para um projeto de design, no âmbito do Mestrado em Design de Produto. O Midjourney, Dall.E e ChatGPT foram os programas utilizados para a criação de robôs educativos para a pedagogia do século XXI, com formas semi-humanas e de animais de estimação.
Os programas utilizados recorrem à inteligência artificial para criar imagens e texto, com base em modelos visuais e linguísticos que foram posteriormente aperfeiçoados. Através deste exercício de conceção, os estudantes do 2º ano do Mestrado em Design de Produto desenvolveram propostas criativas, que foram estudadas e analisadas para determinar os resultados das ferramentas de Inteligência Artificial A no seu processo de conceção. Esta análise permitiu perceber que o resultado da Inteligência Artificial era tão eficiente como o contributo humano. No entanto, a intervenção tática, a indicação de instruções de texto precisas e a combinação de esboços manuais melhoraram o seu desempenho, ainda que a criatividade da Inteligência Artificial possui uma expressão fundamentalmente diferente da criatividade humana e não compreendia as limitações do fabrico na totalidade.
Quando os alunos compreenderam os pontos fracos destas ferramentas, puderam orientar a produtividade em benefício de um bom fluxo de trabalho e, em seguida, aplicar o raciocínio abdutivo para criar algumas propostas inesperadas. Assim, as tecnologias de Inteligência Artificial aplicam o "raciocínio" dedutivo para reciclar, reembalar e alargar o conteúdo original gerado pelo ser humano.
Créditos
Coordenação do projeto dirk loyens
apoio jeremy aston
colaboração shujoy chakraborty
mestrado em design de produto 2022/23