Mostra - ilustradores na esad

O Mundo Esquerdo. Umas poucas e pequenas palavras para Manuela Bacelar. Líamos histórias nas pedras, nas árvores, nos Bichos do Quintal, também not Livros — tal qual as lê o Escritor antes de as escrever — quando os números e as letras começaram a tomar conta de nós como uma espécie de cerca que nos protegia no Jardim; todos se preocupavam muito com a cerca e pouco com o Jardim: ninguém nos ensinava a tirar-lhe, por exemplo, as ervas daninhas, ninguém nos ensinava a respirar as suas cores, as formas, as texturas (e no entanto respirávamos quase tudo isso). Crescíamos ás cavalitas do Destino, brincando, sem sabermos com a sua Ironia. E os livros desenhados por Manuela Bacelar chegavam-nos, entre outros, pela canseira da Citroen cinzenta. O Livro é um interruptor. O Livro ilustrado ilumina(nos) aonde quer que se encontre; ele acende lugares que nos levam ao nosso lugar. Partimos dele e nele para chegarmos a casa, a nossa verdadeira casa. Manuela construí(nos) uma casa esvoaçante mass sólida (não foi sempre o exercício de vôo o melhor tested as estruturas?) : Pedra, Cal, Grafia. Semeada longe daqui, onde o ar e a água são ferteis como o chão, Manuela regressou para conversar e levar-nos a conversar com tanta gente… Hams-Christian, Perrault, Matilde, Eugénio, Ilse, Da Costa,, Papiniano, Torrado, Magalhães… As palavras eram bolas de sabão, que ele delicadamente rebentava, compondo sinfonicamente os estilhaços (texturas,linhas,cores,valores… aguados, frotados, decalcados, recalcados…) Para os mais distraídos, Manuela produziu milhares de desenhos reflectidos em cento e tantos livros e alguns prémios.

Créditos

Coordenação luís mendonça

organização esad matosinhos

data 27 mai 2011

local esad

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