
A Casa de Serralves será palco de uma reinterpretação de dois mixed media de Ernesto de Sousa: Almada, Um Nome de Guerra e Nós Não Estamos Algures.
Desenvolvidos durante as décadas de 1960—70, estes projectos partiram do interesse deste artista pela obra de Almada Negreiros, que Ernesto de Sousa reivindica como figura central da contemporaneidade portuguesa, cujo estudo deverá contribuir para uma renovação, ou reinvenção, das vanguardas.
Paralelamente, apresenta-se uma exposição documental que dá conta do processo da concepção dos projectos, nomeadamente da colaboração com pessoas oriundas de áreas como o design gráfico (Carlos Gentil-Homem) e a música experimental (Jorge Peixinho). Serão apresentados cartazes, autocolantes, fotografias de época, partituras, cartas, tudo materiais provenientes do espólio preservado por Isabel Alves. Esta exposição é comissariada por João Fernandes e Ricardo Nicolau, com a colaboração de Ana Baliza e Isabel Alves, bem como de José Bártolo, Pres. do Conselho Científico da ESAD.
Na noite de inauguração, a 6 de Julho, pelas 22 horas, decorre uma performance de apresentação dos trabalhos, com direcção artística de João Sousa Cardoso, direcção musical de Jaime Reis e com a participação do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa.